sábado, 28 de janeiro de 2012

O Nó do Vazio


Os dias passam,
As horas passam,
Os segundos passam.
Eu passo com eles
No compasso do tempo,
Num compasso intemporal...

Oh! Minha cidade querida
Onde o rio corre
Em direção ao mar!
Pescador sou eu
E corro com ele.
Corro nela...
Entre vagas de pessoas,
Entre vagas do vazio.
O que pesco? Não sei!
Apenas amar...

E o banco já velho
De madeira já gasta,
Triste, podre, só,
Como eu...
Que nele me sento.
De nada me vale
Se valor tem alguma coisa
E nada sustenta
Se nada se levanta.
Apenas odiar...

Por fim, aclamo à terra!
Aquilo de onde vim,
Areia,
Barro,
Exterquilínio...
Que te abras por baixo de mim
Que eu caia no declínio.

(no vazio de mim próprio)

Lá estarei só
Mas aí o saberei
Que outrora fiz o nó
E no infinito...
O desatei.

Tiago Oliveira  28/01/2012

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